A Administração da Região Hidrográfica do Norte, I.P. (ARH do Norte, I.P.) assinou hoje um acordo de parceria técnico-financeira com a Águas do Cávado, S.A. cujo objectivo é apoiar a empresa no desenvolvimento e implementação de projectos de protecção de origens de água para o consumo humano.
O Presidente da ARH do Norte, I.P. afirmou que a assinatura deste protocolo significa “o cumprimento de uma ambição com quase duas décadas, ou seja, a existência de um verdadeiro regime económico-financeiro da água, um regime que consagrasse a aplicação dos princípios do utilizador-pagador e do poluidor-pagador”.
Segundo António Guerreiro de Brito, este ano, 50 por cento do montante da Taxa de Recursos Hídricos cobrada na Região Norte atingiu 1.400 mil euros e é essa verba que este ano a ARH do Norte, I.P. vai aplicar na defesa das componentes ambientais das águas. “Este dinheiro que a Águas de Portugal nos ajudou a colectar e que deu origem ao Fundo de Protecção de Recursos Hídricos está agora a ser devolvido em projectos específicos como este”, disse.
As acções de delimitação dos perímetros de protecção das captações de água serão concretizadas nos concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Caminha, Fafe, Monção, Paredes de Coura, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho prevêem um investimento de 200 mil euros e garantem o abastecimento de água a cerca de um milhão e duzentos mil habitantes. “Quanto maior for a qualidade da água na sua origem, menor será o investimento necessário para a tratar e isso significa que teremos água na sua forma mais pura”, salientou.
A concluir, o Presidente do conselho de administração da Águas do Cávado, S.A. destacou a importância de se investir na protecção das captações de água, tendo enaltecido o “pioneirismo” da ARH do Norte, I.P. na devolução à população do dinheiro cobrado mensalmente através da Taxa de Recurso Hídricos. “É importante que a população saiba que o dinheiro que lhe foi cobrado está a ser investido em projectos importantes como este, que protege e garante o abastecimento de água”, disse Martins Soares.